ATA Nº 3/CONSC CH/UFFS/2026
Aos treze dias do mês de março de dois mil e vinte e seis, às catorze horas e doze minutos, no auditório do bloco dos professores, realizou-se a 2ª Sessão Ordinária do Conselho do Campus de 2026, presidida pela Diretora do Campus Chapecó, prof.a Adriana Remião Luzardo. Participaram da sessão os conselheiros: Cladis Lutinski (Coordenação Administrativa), Braulio Adriano de Mello (Coordenação Acadêmica); Péricles Luiz Brustolin, Claunir Pavan, Fabiano Geremia, Ari Sartori, Tatiana Gaffuri da Silva, Roberto Carlos Pavan, Mauro Leandro Menegotto, Nedilso Lauro Brugnera, Cristina Otsuschi, Antônio Luiz Miranda, Katia Aparecida Seganfredo (coordenadores/adjuntos de graduação); Debora Regina Schneider Locatelli, Sarah Maciel, Samuel da Silva Feitosa, Clóvis Brondani, Adriana Maria Andreis, Aline Cassol Daga Cavalheiro (coordenadores/adjuntos de pós-graduação); Marcel Eduard Armanini, Rodrigo Celso Gheno, Larissa Brand Back, Cláudia Felisbino (representantes técnico-administrativos em educação). Justificaram ausência: Marco Aurelio Tramontin Da Silva e o(a) adjunto(a) Samuel Mariano Gislon da Silva, Mauro Leandro Menegotto e o(a) adjunto(a) Divane Marcon, Cláudia Finger-Kratochvil e o(a) adjunto(a) Cristiane Horst, Joao Victor Garcia de Souza e o(a) adjunto(a) Patrícia Haas, Nilce Fátima Scheffer e o(a) adjunto(a) Bruno Antônio Picoli, Janice Teresinha Reichert e o(a) adjunto(a) Lucia Menoncini. Na sequência, passou-se à parte do item 1.1 Comunicados: A coordenadora Administrativa Cladis, com base no processo 23205.000377/2026-13, repassou ao conselho sobre a remoção de servidora técnico-administrativa em educação, frisando que a liberação da servidora só ocorrerá mediante um código de vaga ocupado como contrapartida. Doravante, Cladis pediu compreensão aos membros e a toda comunidade acadêmica quanto ao funcionamento do Setor de Eventos, o qual conta com somente um servidor para demandas crescentes do campus todo. Destacou que está buscando mais servidores para este setor, e, concomitantemente, está em busca de dois estagiários para atuarem lá. Neste sentido, Adriana também pediu compreensão para demais setores que sofrem de falta de servidores, a exemplo do Setor de Comunicação e a pós-graduação. Na sequencia, passou às pautas relativas à Ordem do Dia. Neste momento, surgiram duas solicitações de Pauta Urgente, as quais foram acatadas pelo conselho: Curricularização da Extensão e Condições Institucionais para a expansão de cursos. Ainda, também foi aceita a inversão da discussão da ordem do dia, com a pauta 2.2 Planejamento 2026-2027 vindo logo na sequência das pautas urgentes. Desta forma, sobre a Pauta Urgente - Curricularização da Extensão, o conselheiro Braulio repassou aos membros que há uma diretriz nacional que obriga a ter a extensão nos currículos dos cursos de graduação, ensejando que se concluintes do segundo semestre de 2026 não estiverem com a curricularização da extensão registrada em seu histórico escolar, não colam grau. Neste sentido, Braulio sugeriu a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para agilizar as ações necessárias para aqueles cursos que ainda estão com este processo de curricularização em andamento, a saber: Administração, Ciências Sociais, Filosofia, História, Letras, Matemática, Filosofia, além de agregar a Assessoria Pedagógica e a Coordenação Acadêmica. Em regime de votação, os conselheiros aprovaram o GT. A respeito da Pauta Urgente - Condições Institucionais para a expansão de cursos, a conselheira Cláudia Felisbino relatou aspectos que inviabilizam a abertura de novos cursos de graduação e pós-graduação no Campus Chapecó, a exemplo da insuficiência de TAEs, o dimensionamento da força de trabalho técnico-administrativa, a relação entre o número de estudantes e o quantitativo de servidores Técnico-Administrativos em Educação. Destaca-se que o Campus Chapecó possui a pior relação estudante/TAE entre os campi da UFFS, com 1 TAE estudante para cada 44,51 estudantes, ao passo que Erechim, o segundo campus com maior número de alunos e quase o mesmo quantitativo de TAEs que Chapecó, tem uma relação de 1 TAE para cada 18,61 alunos. A conselheira Larissa ainda expôs que o número de estudantes com vulnerabilidade atendidos pelo campus Chapecó (já contabilizando estudantes indígenas, imigrantes e com deficiência) é maior que os demais campi, o que requer mais atuação dos TAEs junto a este público. Cláudia ressaltou que a temática de falta de TAE é um assunto recorrente nas discussões do conselho, a exemplo do que fora registrado desde 2014 (Ata nº 12/CONSCCH/UFFS/2014) até mais recentemente (ATA Nº 9/CONSC CH/UFFS/2025). Como deliberação, com uma abstenção, o conselho consentiu que não se abram mais novos cursos de graduação ou pós-graduação no Campus Chapecó até que seja feita uma recomposição ou melhoria significativa da relação estudante/TAE, de modo a assegurar condições adequadas de funcionamento administrativo, qualidade no atendimento à comunidade acadêmica e sustentabilidade das atividades institucionais. Outra deliberação foi o envio para o Conselho Universitário de Ofício relatando a carência de TAEs do Campus Chapecó. No que se refere à pauta 2.2 Planejamento 2026-2027, Adriana Luzardo disse que, há uma demanda crescente para mais cursos de pós-graduação, além de que programas de mestrado obtiveram uma avaliação muito boa e, naturalmente, tendem a solicitar a ampliação para nível de doutorado. Falou ainda que, nesta sessão, o foco foi tratar junto aos conselheiros sobre a questão do planejamento a pós-graduação, com participação da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação. Foi dada a palavra, então, ao professor Joviles Trevisol, Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação para que explanasse a situação da Pós-graduação no Campus Chapecó. Joviles repassou um panorama da pós-graduação do campus Chapecó, local onde estão concentrados 50% dos programas da UFFS. Diferentemente de outras universidades, celebrou que nenhum dos programas de pós-graduação do Campus tiveram queda em suas notas de avaliação, com a maioria deles tendo, inclusive, uma elevação de conceito. Joviles lembrou que a pós do campus Chapecó tem cerca de 650 estudantes, onde que, em termos de recebimentos orçamentários, um aluno de mestrado equivale a dois de graduação e, no caso do doutorado, à três. Também repassou aos presentes que o Campus Chapecó recebe cerca de R$1.700.000,00 através de editais de pesquisa, a maior parte destinado a professores da pós-graduação, além de que o campus possui mais de 50% de seus docentes atuando na pós-graduação. Sobre possíveis soluções para a falta de servidores técnico-administrativos, Joviles falou que há a possibilidade de usar um recurso do orçamento do Campus Chapecó alocado na PROPEPG para a contratação de dois estagiários. Outra opção seria avançar na reestruturação dos setores, aos moldes do que Cerro Largo já fez, objetivando liberar servidores para trabalharem na pós-graduação. Por fim, Joviles ventilou a hipótese de contar com os novos códigos de vagas advindos do Ministério da Educação, mas em um cenário mais de longo prazo. A conselheira Kátia frisou que a problemática da falta de TAE no campus é de muitos anos e que a pós-graduação é um dos inúmeros setores que também carecem de falta de servidores, sendo um problema institucional para com o Campus Chapecó. A conselheira Aline Cassol também manifestou total descontentamento com a vinda de dois estagiários, o que, praticamente, não resolve em nada o problema. Nedilso refletiu que metade da pós-graduação de toda a UFFS é atendida tão somente por cinco servidores do Campus, além de que grande parte do orçamento da universidade advém justamente por conta dos programas da pós-graduação do Campus Chapecó, o que justificaria um aporte à altura de TAES para esta área. Na sequência, Adriana gostaria de saber se o recurso sairia do centro de custo do próprio Campus para contratação destes estagiários, além de questionar o que o campus teria de deixar de fazer para, financeiramente, se bancar tais estagiários. Joviles respondeu que não entraria em detalhes da planilha orçamentária, mas o que poderia dizer é que não ?assaltaria? o campus de maneira alguma. A conselheira Tatiana Gaffuri falou que não se tem coragem de fazer o que precisa ser feito quanto à questão de falta de TAE no Campus, frisando que deve-se resolver o problema e não usar artifícios paliativos, a exemplo de se valer de estagiários para a falta de técnicos. Como deliberação, os conselheiros aprovaram a realização de encontros para discutir a implantação das Unidades Acadêmicas por área do conhecimento, cada data específica por UNA. A pauta 2.1 Plano de Expansão de Cursos - Edital Ministério da Educação, por conta do horário adiantado, acabou não sendo discutida na presente sessão. Nada mais havendo a tratar, as dezessete horas e dois minutos, com a conclusão da pauta, a presidente declarou a sessão encerrada e eu, Marcel Eduard Armanini, Secretária(o) da Direção e Órgãos Colegiados, lavrei a presente ata que, aprovada, segue assinada por mim e pela presidente.
Data do ato: Chapecó-SC, 13 de março de 2026.
Data de publicação: 29 de abril de 2026.
Everton Bandeira Martins
Presidente do Conselho de Campus - Chapecó